sábado, 31 de julho de 2010

Cartilha sobre Produtos Orgânicos

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento publicou, em 2009, uma cartilha educativa sobre produtos orgânicos: "O olho do consumidor". Ilustrado pelo cartunista Ziraldo, trata-se de um material riquíssimo e importante a ser trabalhado nos espaços educativos, especialmente nas escolas.




Essa cartilha não teve divulgação nacional, já se pode imaginar o motivo, pois muitos são os produtores de "transgênicos" que patrocinam os meios midiáticos neste país.

Então, cabe a nós a divulgação.


Acesse a cartilha e baixe pelo link http://www.redezero.org/cartilha-produtos-organicos.pdf

Seja um divulgador! Envie para seus amigos!


quinta-feira, 29 de julho de 2010

Cinco novas espécies de aves encontradas nas florestas do Acre

Pesquisa mapeou 655 espécies de aves no Acre. Com o menor índice de desmatamento do país, as florestas do Estado são áreas de interesse da pesquisa em biodiversidade. A investigação sintetiza e descreve de forma acurada a diversidade e a distribuição de aves e detecta a ocorrência, pela primeira vez, de cinco espécies em território brasileiro.





Fonte: Informativo do Museu Paraense Emílio Goeldi. Ano 26. Nº 45. julho, 2010

quarta-feira, 28 de julho de 2010

O guardião das fronteiras

No lugar do posto de controle de saída da fronteira, o guardião do país vizinho pediu que o estudioso de Ecologia Cognitiva mostrasse seu passaporte, chamando-o:
- Ei, você, faz o quê?
A resposta foi:
- Apesar do meu nome, não trabalho exatamente com Ecologia, mas com o conhecimento.
- Negativo: há muito a Filosofia se encarrega disso – foi a objeção do guardião das fronteiras. Vá pleitear a sua saída pela outra porta.
- Espere; entendo o conhecimento de uma forma ampla. Ocupo-me dos signos, de todos os vestígios sensíveis ligados às intenções na produção e atribuição de sentidos, explicou o estudioso.
- Ora – refutou novamente o guarda – isto é o que faz a Semiologia. Você está querendo burlar a segurança?
- Absolutamente! De fato – ponderou o estudioso – alguns teóricos trabalham sobre o sentido dos signos. Mas interessam-me mais diretamente as relações de poder que são travadas na arena da comunicação.
- Hum... – observou-o o guardião, desconfiado. – Sim, já entendo, trata-se então de Filosofia da Linguagem.
O estudioso ousou especificar um pouco mais a sua ação e disse:
- Sim, a Filosofia da Linguagem, em especial a corrente pragmática, aborda esse tema com muita propriedade, mas concentrando-se no que é produzido no decorrer da comunicação entre os interlocutores. Quanto ao mim, procuro fixar-me em algo que vai além, buscando verificar como as idéias se transmitem e interagem entre si por meio de palavras, imagens e sons articulados, em toda a riqueza dos signos, para, então, discutir como o pensamento tem sido produzido. Trata-se de entender as dimensões técnicas e coletivas da cognição.
O soldado sorriu com desdém.
- “Ah, é a cognição. Ora, então você é um estudioso da Educação”.
- De certo modo, sim – concordou em parte o visitante -, mas apenas se considerarmos a Educação compreendida em seus novos ambientes e espaços, nos quais um novo sujeito, digamos, coletivo, se movimenta... E para compreendê-la dessa forma devemos derrubar algumas das fronteiras e construir elos com a Filosofia, com a Semiologia e com outras disciplinas das quais herdei também algumas questões, como a Linguística, ou a Psicologia. Na verdade não há como conceber a Ecologia cognitiva sem falar das redes de conhecimento, e não há como estudar ou entender tais redes sem antes permitir também as interconexões em nossos próprios campos.
E o estudioso terminou dizendo:
- Por isso, não solicito apenas que autorizes minha passagem, como também te peço, em nome de todos os que desenvolvem pesquisas neste momento, que te despeças da tua função, pois para exercer a minha prática e levar adiante a pesquisa, não será possível que haja guardiões de fronteiras entre os países que visito.
O guarda já ia expulsar o forasteiro, pela insolência da fala, vindo a perturbar-lhe a paz que há tanto conhecia naquele espaço-limite, quando aconteceu o inusitado: viu que atrás do Ecologista Cognitivo, e pelos lados, e mais adiante, e também por muitas vertentes, aproximavam-se multidões de cientistas e pesquisadores e professores, todos numa rebelião não-organizada contra as cancelas das fronteiras, e tinham os nomes metamorfoseados: não mais ostentavam carteira de identidade de comunicador, de sociólogo, ou de historiador, ou de cientista, mas de coisas estranhas, como educomunicador, engenheiro do conhecimento, historiador das idéias, arquiteto cognitivo, sociólogo da linguagem e coisas nesse estilo.
Viu que outros dos seus colegas tentavam reagir, mas era inútil. O companheiro vizinho era desafiado por um sociotecnólogo, enquanto recebia a notícia de que legiões de historiadores das mentalidades haviam invadido um terreno proibido. Psicolinguistas atacavam pelo outro lado e, já sem receber maior resistência, um grupo de arte-educadores se preparava para ocupar a praça.
E assim, apesar de esboçar uma reação inicial, os guardiões das fronteiras não tiveram outra opção a não ser retirar-se, resignados, deixando que fossem, por fim, apagadas as linhas tênues que marcavam os limites entre os países de uns e de outros. Foi quando as portas se abriram e começou a história.

A partir de George Landow, no livro “Educação na Cibercultura”, de Andréa Cecília Ramal. Ed. Artmed, 2002.

terça-feira, 27 de julho de 2010

A triste história dos sacos plásticos

Quantas vezes se fazem compras são quantas vezes se ganha sacos plásticos!
Eles nos são oferecidos, geralmente, com muita cordialidade. Há embalador de supermercado que coloca dois sacos plásticos por volume, com o objetivo de favorecer o cliente, é claro.
A Revista National Geographic de setembro de 2003 divulgou que nessa época já se consumia ao redor do mundo cerca de 500 bilhões a 1 trilhão de sacos plásticos.
Antigamente, não se via os mercados distribuírem sacos plásticos, mas quando essa prática surgiu a sociedade aprovou. O problema desse produto está no alto custo de sua reciclagem, logo, torna-se mais barato produzir sacos novos. Assim, menos de 1% dos sacos plásticos são reciclados no mundo inteiro.
E para onde vão esses sacos?







Os sacos plásticos são leves, o vento leva para os rios, mares, florestas. Acabam na barriga dos peixes, nas raízes das plantas, nos bueiros e lixões das cidades. São feitos de polietileno, obtido a partir do petróleo.
Reduzir o uso de sacos plásticos é uma das formas de diminuir o consumo de petróleo, recurso não-retornável que gera tantos conflitos entre nações.



Mas essa situação não se resolve apenas com políticas públicas. Isso ajuda, mas não resolve, pois é principalmente uma questão de consciência social.
Então, o que podemos fazer?


Se usarmos uma sacola de tecido ou um carrinho de compras (daqueles do tempo da vovó) reduziremos o uso de pelo menos 6 sacos plásticos por semana, 24 por mês, 288 por ano. Com 100 pessoas usando sacolas de pano, já teremos uma redução anual de 28.800 sacos plásticos.
É questão de fazer um pequeno esforço e logo a gente se acostuma a levar “sacola de pano” às compras, como era antigamente (no tempo da vovó)!
Seja um divulgador desta ideia!!!

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Hotspot

O conceito Hotspot foi criado em 1988 pelo ecólogo inglês Norman Myers para resolver um dos maiores dilemas dos conservacionistas: quais as áreas mais importantes para preservar a biodiversidade na Terra?

Ao observar que a biodiversidade não está igualmente distribuída no planeta, Myers procurou identificar quais as regiões que concentravam os mais altos níveis de biodiversidade e onde as ações de conservação seriam mais urgentes. Ele chamou essas regiões de Hotspots.

Hotspot é, portanto, toda área prioritária para conservação, isto é, de alta biodiversidade e ameaçada no mais alto grau. É considerada Hotspot uma área com pelo menos 1.500 espécies endêmicas de plantas e que tenha perdido mais de 3/4 de sua vegetação original.

Em 1988 Myers identificou 10 Hotspots mundiais.

De 1996 a 1999 o primatólogo norte-americano Russell Mittermeier, presidente da Conservação Internacional (CI), ampliou o trabalho de Myers com uma pesquisa da qual participaram mais de 100 especialistas. Esse trabalho aumentou para 25 as áreas no planeta consideradas Hotspots. Juntas, elas cobriam apenas 1,4% da superfície terrestre e abrigavam mais de 60% de toda a diversidade animal e vegetal do planeta.

Em 2005 a CI atualiza a análise dos Hotspots e identifica 34 regiões, hábitat de 75% dos mamíferos, aves e anfíbios mais ameaçados do planeta. Nove regiões foram incorporadas à versão de 1999. Mesmo assim, somando a área de todos os Hotspots temos apenas 2,3% da superfície terrestre, onde se encontram 50% das plantas e 42% dos vertebrados conhecidos.

Atualmente estão mapeadas 34 áreas. No Brasil há dois Hotspots: a Mata Atlântica e o Cerrado. No mapa do website, visualize dos Hotspots :
http://www.biodiversityhotspots.org/xp/Hotspots/pages/map.aspx
Fonte: Conservation International of Brasil

Intervenção artística de Jason Taylor ressalta interação com a "natureza"






O artista Jason de Caires Taylor, por meio de sua curiosa produção artística, chama a atenção para a interação das relações biodiversas entre o humano e os demais seres da biota. http://www.underwatersculpture.com/index.asp

Taylor expoe suas esculturas em ambientes aquáticos e terrestres: mergulhadas na água, em lugares como jardins, parques, rios, lagos e também posicionadas em espaços externos (terrestres). Sugeitas a todo tipo de interação do ambiente ao qual estão expostas, as esculturas sofrem um processo de transformação . Ao atrair a vida marinha para a sua superfície (de cimento), as esculturas mudam cor e forma, a cor cinza é substituída por tons esverdeados, alaranjados, etc.
O artista diz que sua produção busca ressaltar as interações do "mundo natural": "Você pode usar a escultura como uma forma de transmitir esperança, inspirando as pessoas a considerar suas interações com o mundo natural e a construir um mundo sustentável" (Taylor, em entrevista à Revista Zupi. Ano 05, ed. 017)

sexta-feira, 23 de julho de 2010

A idade aproximada de algumas "Relações Biodiversas" da Amazônia

- O Rio Amazonas tem 16 a 10 milhões de anos (Carolina Hoorin – Scientific American Brasil. Ano 5, nº 50, julho, 2006);

- As Plantas existem a cerca de 10 milhões de anos (José Maria da Silva - Scientific American Brasil. Ano 5, nº 50, julho, 2006);

- Floresta úmida: pelo menos 22 milhões de anos (Carolina Hoorin – Scientific American Brasil. Ano 5, nº 50, julho, 2006);

- O solo da região da Serra de Carajás é datado de 4 a 2,5 bilhões de anos (FURTADO, Rogério. org. Scientific American Brasil. Coleção Amazônia Origens. São Paulo: Duetto Editorial, 2008);

- O solo da região de Pirabas: mais de 20 milhões de anos (Idem);

- Grupos humanos existem a cerca de 11 mil a 200 anos (Denise Pahl Schaan. In. FURTADO, Rogério. org. Scientific American Brasil. Coleção Amazônia Origens. São Paulo: Duetto Editorial, 2008);

- As plantações de mandioca existem desde mais de 7 mil anos (Marcos Pereira Magalhães. In. FURTADO, Rogério. org. Scientific American Brasil. Coleção Amazônia Origens. São Paulo: Duetto Editorial, 2008);

- O Cultivo da pupunha: mais de 9 mil anos (Charles Clemente. In. FURTADO, Rogério. org. Scientific American Brasil. Coleção Amazônia Origens. São Paulo: Duetto Editorial, 2008);

Entre cerca de 15 a 11 mil anos atrás a Amazônia não apresentava floresta densa, mas savanas arbóreas. Nesse período, há cerca de 8 mil anos atrás existiu, na Amazônia, animais de grande porte, como a preguiça gigante (Dilma de Fátima Rosseti. Scientific American Brasil. Coleção Amazônia Origens. São Paulo: Duetto Editorial, 2008)